“Palanque muito pesado desaba”, diz Zé Neto sobre Durval e Ronaldo

“Palanque muito pesado desaba”, diz Zé Neto sobre Durval e Ronaldo

25/08/2012 13:09
“Ele (João Durval) acabou beijando o passado que o açoitou”, foi assim que o candidato petista à prefeitura de Feira de Santana, Zé Neto, avaliou oapoio do senador pedetista ao ex-prefeito José Ronaldo (DEM), que também concorre ao Paço Municipal nas eleições deste ano.
Neto, que politicamente é cria do já falecido político feirense Chico Pinto, lembrou que quando o atual senador foi prefeito de Feira e governador do estado, o grupo político o qual pertencia era oposição ao governo de Durval. 
 
“Estivemos em lados diferentes, mas sempre foi respeitado. Quando ele saiu do PFL, veio para a oposição, venceu as eleições em Feira e dois anos depois saiu da prefeitura por achar que a cidade estava sendo perseguida pelo carlismo. Quando concorreu ao governo do estado, eu o apoiei, mesmo sendo derrotado”, contou o petista.
 
Zé Neto não escondeu desconforto com a decisão do senador e afirmou que esperava uma atitude de solidariedade por parte do político. “Contou mais o passado, o período em que ele conviveu na amizade com o ex-prefeito. Para mim não muda muita coisa, respeito a história do político. Vejo com estranheza, mas ele deve ter esquecido das perseguições que sofreu. Política é assim, as questões individuais vão falar mais que as coletivas. Talvez haja um maior atrativo no outro palanque, mas sou da tese que palanque muito pesado desaba”, analisou.
 
O candidato creditou o apoio de Durval a Ronaldo ao tom da campanha eleitoral em Salvador, onde o atual prefeito soteropolitano João Henrique (PP), filho do senador, vem sofrendo ataques  permanentes, inclusive do candidato petista Nelson Pelegrino. Neto também rechaçou que a decisão do politico prejudique a suplência do deputado Sérgio Carneiro (PT-BA), também filho de Durval, articulada pelo PT, com o licenciamento do deputado Marcus Medrado (PDT-BA), que apoia Pelegrino na capital baiana. “O que nos resta como alternativa é o conflito direto do PT com João Henrique, o que pode ter afetado o sentimento do senador, que respondeu em Feira. Se foi por isso, paciência”, lamentou.

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