Afastado da Micareta de Feira, Ninha diz que foi esquecido pela prefeitura e cobra explicações. (Foto: Taiuri Reis)
Taiuri Reis
Quem não se lembra do famoso bordão 'Zorra!' entoado nos shows da Timbalada? Carlos Augusto Rodrigues de Brito, ou simplesmente Ninha, era o responsável pelo bordão que levava os 'timbaleiros' ao delírio, onde atuou por 15 anos. Longe dos holofotes, mesmo liderando a banda Trem de Pouso desde 2007, o cantor volta à cena em meio à uma polêmica.
A não-contratação da sua banda para integrar a grade das 77 atrações que vão animar o folião pipoca na Micareta de Feira de Santana 2016, que acontece de 28 de abril a 1º de maio, gerou revolta do cantor que não poupou críticas ao departamento de eventos da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, responsável pela organização da festa.
Em entrevista exclusiva ao Jornal do Meio-Dia (Princesa FM 96,9), Ninha questiona os critérios para contratação de artistas na festa e diz que ter sido esquecido pela prefeitura após sua saída da Timbalada.
— No ano passado, aguardei até às vésperas da Micareta e não fui convidado como aconteceu em edições anteriores. Gostaria de saber o que está acontecendo? O que eu fiz de errado? Tenho 27 anos de serviços prestados à esta cidade, merecidamente reconhecidos com o Título de Cidadão Feirense que estou para receber. Acredito que fui isolado, esquecido. Será que eu não sirvo mais para Feira depois que deixei a Timbalada? — questiona o vocalista da Trem de Pouso.
Secretário contesta
Principal alvo do cantor, o secretário Rafael Cordeiro rebateu as declarações do ex-vocalista da Timbalada, afirmando que "ninguém tem cadeira cativa" na Micareta.
Rafael Cordeiro: "Ninguém tem cadeira cativa na Micareta de Feira". (Foto: Taiuri Reis)
— A Micareta de Feira é uma grande vitrine mas infelizmente, não há espaço para todos. Ele [Ninha] é um excelente artista, disso não há a menor dúvida. Porém, é preciso entender que não depende única e exclusivamente da minha vontade para contratar as bandas e artistas que irão se apresentar na festa. Pois, "ninguém tem cadeira cativa" na festa — afirmou o secretário.

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