Residencial é invadido no bairro Santo Antônio dos Prazeres

Aproximadamente mil famílias estão ocupando desde o último sábado (19), o empreendimento do Minha Casa, Minha Vida Solar da Princesa, localizado na Avenida Sérgio Carneiro, no bairro Santo Antônio dos Prazeres. A alegação dos invasores é de que estão inscritos no programa federal há mais de cinco anos
e que até hoje não têm uma posição de quando vão receber seus imóveis. Nesta segunda-feira (21) deveria ter acontecido uma reunião entre os representes da prefeitura, Caixa Econômica Federal e dos reclamantes, mas não aconteceu e eles
permanecem no local.


Os invasores ocuparam o residencial, que está em fase de conclusão, no último sábado levando móveis e eletrodomésticos para os apartamentos. A reportagem do FOLHA DO ESTADO foi ao local na expectativa de falar com as pessoas ou mesmo com a presidente Faeli Lima, da Associação Nova Geração no bairro Mangabeira, responsável pelo movimento, mas foi impedida por seguranças de adentrar ao empreendimento.


REUNIÃO


Representantes da Caixa Econômica Federal se reuniram nesta segunda (21) com o secretário municipal de Habitação, Sandro Ricardo do Espírito Santos. A reunião, marcada para as 10h, tinha como objetivo iniciar negociação com os líderes da invasão. Porém, nenhum deles compareceu ao local marcado (gabinete da Secretaria de Habitação). O gerente de Habitação da Caixa, Ricardo Messias, disse que o órgão tomará as medidas cabíveis. “Vamos entrar com um pedido de reintegração de posse e pedido de medida protetiva para os demais residenciais que estão com obras sendo executadas, para evitar novas invasões”, afirmou.


O gerente explicou que os manifestantes devem deixar o local de forma pacífica, para que não haja sanções para eles. De acordo com normativa do programa habitacional, em caso de invasões de residenciais, os invasores podem ser excluídos do cadastro.


Segundo Sandro Ricardo, a invasão é ilegal e só atrapalha o andamento da obra. “As pessoas não podem ser priorizadas por terem invadido. Nós fazemos todo processo de seleção de forma transparente. Não é pelo tempo de cadastro que são feitas as seleções. É de acordo com os critérios estabelecidos pelos governos federal e municipal”, explicou. As obras do residencial já estavam em fase de conclusão, com 93% dos serviços efetuados.

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