Protestos em frente ao Zilda Arns, Socioeducativos ameaçam entrar em greve

Imagens de Everton Santos
Cerca de 40 agentes socioeducativos da Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Case) Zilda Arns em Feira de Santana realizaram uma manifestação em frente à unidade, na manhã desta segunda-feira (14), e anunciaram um indicativo de greve caso a pauta de reivindicação da categoria não seja atendida.


De acordo com Zito Santos, diretor de formação do Sindicato dos Agentes Disciplinares Penitenciários e Agentes Socioeducativos Empregados Terceirizados, Temporários e Contratados em Regime Especial Administrativo do Estado da Bahia (Sindap), na pauta há quatro itens principais:

“O primeiro deles é o acordo coletivo de trabalho. Nossa data-base que é em janeiro e desde outubro passamos a relação de reivindicações para a Fundação José Silveira, que é uma terceirizada contratada pela Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), e até o momento a empresa alega que a Fundac não deu um parecer. O segundo ponto é o corte das horas-extras sem nenhuma justificativa.Trabalhamos plantões de 24 horas e recebíamos uma hora-extra por conta disso. O terceiro item é a questão da José Silveira que está há 60 dias sem contrato, já que o mesmo venceu e a Fundac não se manifestou ainda, nem mesmo lançou edital. Com isso a categoria fica insegura. E por fim tem a questão dos vencimentos que é um cuidado do sindicato de estar diretamente pressionando o estado e mesmo a José Silveira sem contrato, para pagar através de fatura e não ter atraso no pagamento do salário, embora nosso salário esteja extremamente defasado. Nosso salário está abaixo de um vigilantes e de um agente de portaria, por exemplo”, informou.


Zito destacou a função social do trabalho dos socioeducativos e informou que o sindicato está planejando uma caminhada pelo centro da cidade. Nesta terça, quarta e quinta-feira também haverá outras mobilizações da categoria em frente ao Zilda Arns. Durante estes protestos o atendimento aos adolescentes continuam sendo realizados normalmente através dos plantonistas.

“Há um indicativo de greve por conta da dificuldade de diálogo com o estado. A Fundac se mantém silenciosa e se não dá nenhum sinal já em janeiro faremos um movimento para papar todas as unidades de Salvador, Camaçari, Cia e Feira de Santana.

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