Professores acatam decisão judicial e desocupam ALBA


Professores acatam decisão judicial e desocupam ALBA

20/07/2012 19:00
Professores da rede estadual de ensino deixaram a Assembleia Legislativa da Bahia no fim da tarde desta sexta-feira (20) de forma pacífica.
Eles desmontaram o acampamento que estava armado há mais de 90 dias no saguão da instituição e desceram a rampa que dá acesso à unidade aos gritos de "na ALBA ou na rua, a greve continua".
Os professores informaram que o comando de greve irá ocupar uma escola pública da rede estadual e que a paralisação não terminou.
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, disse em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta sexta, que não pediria a ação da Polícia Militar na retirada dos professores grevistas da rede estadual de ensino.
“O que eu quero é o cumprimento da ordem judicial. Nós estamos em um estado de lei em um país democrático em que a lei é soberana. A decisão judicial tem que ser cumprida. É obvio que pela minha história, pelo meu passado eu não vou colocar a polícia para tirar professores. O que eu quero é que o Poder Legislativo, que eu tenho o prazer de presidir, seja desocupado. Nós já mandamos desligar a luz, o ar condicionado e a água e espero que eles cumpram imediatamente o que deve ser feito”, disse.
O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que os professores grevistas desocupassem o saguão da Assembleia Legislativa até às 14h desta sexta. O tribunal disse através da assessoria de imprensa, que quem deve pedir ação da Polícia Militar para a retirada dos professores é o presidente da casa, o mesmo que recorreu ao TJ para conseguir um pedido de Reintegração de Posse, que foi emitido pela Justiça, que autoriza inclusive que a PM atue para a saída dos professores.
Na decisão, o juiz afirma que, se os professores não deixarem as instalações do local até o horário determinado de forma "pacífica e ordeira", está autorizado o uso de força policial. Ressalva, no entanto, que isso deverá ser feito com "moderação e cautela, em respeito à integridade física dos manifestantes".
O professor Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) disse que já deixou a Assembleia Legislativa e que orientou aos professores que fizesse o mesmo.

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